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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sartori diz que desconhece projeto de aposentadoria especial

Sartori voltou a dizer que a responsabilidade é do Legislativo e que não conhece o projeto em detalhes
Flavia Bemfica
O governador eleito do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), não quer externar sua posição sobre a aposentadoria especial para deputados estaduais. O projeto que institui um regime diferenciado de aposentadoria para os parlamentares gaúchos foi apresentado pela Mesa Diretora da Casa e aprovado na terça-feira (25) a toque de caixa, uma semana após sua publicação no Diário Oficial da Assembleia. A bancada do PMDB, partido de Sartori, foi a que, individualmente, contribuiu com o maior número de votos para a aprovação do projeto. Todos os oito parlamentares peemedebistas votaram pela aprovação do texto. Entre eles, a esposa do governador eleito, a deputada Maria Helena Sartori.
Na manhã desta quarta-feira, questionado por jornalistas sobre o assunto durante um encontro com a diretoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), Sartori desconversou. “Quem tem que responder é o Legislativo estadual. Eu tenho que ter respeito pelas decisões internas de cada Poder, seja o Judiciário, o Legislativo, o Ministério Público.”

O peemedebista também evitou responder sobre o impacto da aprovação do projeto nas contas do Estado. Sartori e sua equipe de transição de governos, bem como os deputados estaduais do partido, vêm apontando a questão financeira como o maior problema do governo gaúcho. “Pelo que eu tenho lido, vai ser a mesma contribuição, de 20%.” Na verdade, o projeto aumenta dos atuais 20% do regime geral da previdência para 26,5% o percentual de contribuição da Assembleia (a chamada contribuição patronal). Assim, para cada parlamentar ou suplente que aderir ao plano, o valor de contribuição da Assembleia, levando-se em conta apenas o subsídio bruto básico dos deputados gaúchos, que hoje é de R$ 20 mil, passaria de R$ 4 mil ao mês para R$ 5,3 mil ao mês.

Questionado sobre a alteração, Sartori voltou a dizer que a responsabilidade é do Legislativo e que não conhece o projeto em detalhes, apesar de o texto estar disponível, na íntegra, no site da Assembleia Legislativa. “Na verdade eu não conheço o projeto como um todo, a responsabilidade política é do Legislativo, e eu sou eleito. O governador se chama Tarso Genro. Mesmo se eu tivesse posição pessoal, ela não precisa ser externada.” 

A partir da aprovação do projeto, o atual governador, Tarso Genro (PT), tem 15 dias para se manifestar, vetando ou sancionando a lei. Como o texto é um Projeto de Lei Complementar de autoria da Mesa Diretora do legislativo, caso o governador vete, os deputados votarão o veto. Publicamente, Tarso já se mostrou contrário à aposentadoria especial dos deputados. A bancada petista no Legislativo fechou posição contra o benefício e na votação de terça, dos 14 deputados da sigla, 12 votaram contra e dois estavam ausentes. Após a aprovação do PLC, foi criada nas redes sociais a hashtag #vetatarso. 

Na outra ponta, o procurador-geral do Ministério Público do Estado, Eduardo de Lima Veiga, e o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador José Aquino Flôres de Camargo, anunciaram publicamente sua concordância com a aposentadoria especial para os deputados gaúchos. A partir de então, lideranças políticas petistas passaram a questionar a relação entre as manifestações e a isenção necessária ao Judiciário. 

Fonte: Portal Terra
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Confira os votos de cada deputado em aprovação do projeto da aposentadoria

Proposta foi aprovada com 29 votos a 14
25/11/2014 - 17:15
Por 29 votos a 14, a Assembleia Legislativa gaúcha aprovou na tarde desta terça-feira o projeto que prevê aposentadoria especial para os parlamentares do Estado. Confira abaixo a lista com os votos de cada candidato:

Votos favoráveis: Alexandre Postal (PMDB), Álvaro Boessio (PMDB), Edson Brum (PMDB), Gilberto Capoani (PMDB), Giovani Feltes (PMDB), Márcio Biolchi (PMDB), Maria Helena Sartori (PMDB), Nelson Harter (PMDB), Adolfo Brito (PP), Ernani Polo (PP), Frederico Antunes (PP), João Fischer (PP) , Pedro Westphalen (PP), Silvana Covatti (PP), Ciro Simoni (PDT), Gerson Burmann (PDT), Marlon Santos (PDT), Aloísio Classmann (PTB), José Sperotto (PTB), Luis Augusto Lara (PTB), Marcelo Moraes (PTB), Ronaldo Santini (PTB), Adilson Troca (PSDB), Elisabete Felice (PSDB), Zilá Breitenbach (PSDB), Miki Breier (PSB), Paulo Odone (PPS), Paulo Borges (DEM) e Raul Carrion (PCdoB).

Votaram contrários: Adão Villaverde (PT), Aldacir Oliboni (PT), Altemir Tortelli (PT), Ana Affonso (PT), Daniel Bordignon (PT), Edegar Pretto (PT), Jeferson Fernandes (PT), Marisa Formolo (PT), Nelsinho Metalúrgico (PT), Raul Pont (PT), Stela Farias (PT) e Valdeci Oliveira (PT), Jorge Pozzobom (PSDB), Vinicius Ribeiro (PDT).
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/542306/Assembleia-recebe-apoio-do-MP-para-projeto-da-aposentadoria-parlamentar

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Plenária Regional

Será dia 04 de dezembro de 2014,

Quinta-feira, às 14h,

na Câmara de Vereadores de São Leopoldo (Rua Independência, 66 Centro SL) 

Pauta: Reivindicações da Categoria.

Por Joana Flávia Scherer, Assistente Geral do 14º Núcleo/CPERS-Sindicato.



Pesquisa sobre a qualidade da educação no Brasil revela que menos de 1/6 da população brasileira pensa em ser professor

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), em parceria com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), divulga estudo realizado pelo Data Popular e que revela a opinião da população sobre a educação e os profissionais de educação. A pesquisa foi lançada durante a segunda Conferência Nacional de Educação (CONAE), na sexta-feira (21), em Brasília.

De acordo com o levantamento, segurança é o fator mais importante para que a escola seja de qualidade, seguida de valorização dos professores e funcionários. A falta de perspectiva na carreira é outro ponto a ser analisado: a população considera a profissão de professor o ofício mais importante para que o país tenha um bom futuro, mas apenas 15% gostariam em virar educador.

Para o presidente da CNTE, professor Roberto Franklin de Leão, os números refletem a triste realidade da escola pública brasileira: "Consideramos fundamental ter um instituto de pesquisa qualificado comprovando as informações que os trabalhadores em educação vivenciam no dia a dia da escola. Esse documento revela dados que há tempos a CNTE aponta para a sociedade".
A pesquisa também levou em consideração aspectos relacionados à valorização, formação (capacitação) e remuneração dos professores e dos profissionais da educação. O estudo mostra também que 99% dos brasileiros acreditam que a educação é muito importante para o futuro do Brasil.

Na avaliação do coordenador do Fórum Nacional de Educação e da CONAE, Francisco das Chagas Fernandes, a valorização dos profissionais de educação passa por três caminhos: salário (ganho real do Piso), Diretrizes Nacionais de Carreira e a formação inicial e continuada. "Esse tripé é necessário para garantir um sistema de formação de professores no país", resumiu o coordenador.

Valorização do professor
Os entrevistados também entram em consenso quando o assunto é valorização dos professores, já que 98% avaliam que a profissão deveria ser mais valorizada. Na opinião dos brasileiros, oferecer uma educação de qualidade está ligada diretamente à valorização do professor. Por isso, boa parte dos entrevistados acredita que a saída para uma educação de qualidade é ter professores qualificados, bem preparados e com melhores salários. Para 76%, os professores são menos valorizados do que deveriam pela população, enquanto 85% acham que os professores são menos valorizados do que deveriam pelo governo.

Melhores salários
O salário oferecido aos professores da rede pública é considerado ruim ou péssimo para 66% dos consultados. Apenas 8% disseram que é bom. Quando questionados sobre os salários dos professores das escolas privadas, 49% disseram que a remuneração é ótima ou boa. Sendo assim, 98% consideram importante que professores e funcionários das escolas tenham bons salário para que a escola seja de qualidade.

Os entrevistados também reconhecem que o professor deveria ser a profissão com a melhor remuneração. Por outro lado, a maioria acredita que são os médicos, engenheiros e advogados que recebem os salários mais altos. Como forma de valorização, 85% dos brasileiros acreditam que os profissionais da educação deveriam ter um piso salarial nacional que valorize o salário.

Educação de qualidade
Entre os principais benefícios que a educação pública de qualidade pode trazer para a sociedade brasileira, os entrevistados destacaram: redução da violência, combate à pobreza, melhores empregos e formação de bons profissionais. E a maioria (59%) avalia que as escolas públicas estão longe de ter uma educação de qualidade. Outro aspecto abordado no estudo está relacionado ao futuro profissional. Para 48%, os alunos de escolas particulares têm mais chances de ter um bom emprego do que alunosque estudaram na rede pública. Como forma de melhorar a qualidade da educação, 94% são a favor da educação em tempo integral.

Papel dos governos
A responsabilidade dos governos federal, estadual e municipal também alvo da pesquisa. Para 43%, o governo federal é responsável pela educação pública em geral, enquanto 27% atribuem a responsabilidade ao governo municipal. Para melhorar a educação, 87% são favoráveis ao governo destinar 10% do PIB para educação. Hoje, são 6,5%. O tema educação também é levado em consideração na hora de escolher o candidato, já que 72% dos brasileiros se informar sobre educação antes de votar.

Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi realizada em setembro de 2014, com 3 mil pessoas com mais de 16 anos, em 100 municípios, nas cinco regiões do País.
http://cnte.org.br/index.php/1438-comunicacao/cntenaconae2014/14109-cntenaconae-pesquisa-sobre-a-qualidade-da-educacao-no-brasil-revela-que-menos-de-1-6-da-populacao-brasileira-pensa-em-ser-professor.html


Um terço dos jovens do mundo vive em situação de vulnerabilidade social
Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado - 18/11/2014 00h05


Cerca de um terço dos jovens entre 10 e 24 anos de todo o mundo vive em situação de vulnerabilidade social. A conclusão do Fundo de População das Nações Unidas (ONU) consta do relatório Situação da População Mundial em 2014, que a agência da ONU apresenta hoje (18).

De acordo com o fundo, cerca de 1,8 bilhão dos mais de 7 bilhões de habitantes do planeta tem entre 10 e 24 anos. Desses, mais de 500 milhões vivem abaixo da linha de pobreza, com menos de US$ 2 por dia. “Em um mundo de questões de adultos, os jovens são muitas vezes negligenciados. Tendência que requer correção urgente, uma vez que põe em risco não só a juventude, mas as economias e sociedades em geral”.

O Fundo de População indica que os países, especialmente aqueles em desenvolvimento, podem alcançar avanços econômicos e sociais expressivos se investirem no potencial produtivo de seus jovens, enxergando-os não como um escoadouro de recursos públicos já escassos, mas como “potenciais líderes e arquitetos de uma transformação histórica no bem-estar humano”.

“Os países que não cuidarem das necessidades de seus jovens provavelmente terão, a partir da segunda metade deste século, taxas de fecundidade mais elevadas e uma grande parcela de pessoas jovens e dependentes. Uma força de trabalho pouco qualificada manterá as economias presas em atividades de baixo valor agregado e com baixas taxas de crescimento”, diz o relatório.

Os pesquisadores recomendam que, em um primeiro momento, os países com altas taxas de mortalidade infantil e de fecundidade se empenhem para reduzir o número de mortes, investindo em saneamento básico, tratamento d´água, campanhas de vacinação infantil e na saúde primária. Com as taxas de mortalidade em queda, será possível passar a priorizar outras ações, já que a mudança na estrutura etária, com um maior percentual de pessoas em idade ativa que em fase dependente, pode vir a surtir efeitos como a redução da pobreza e a elevação dos padrões de vida.

O fundo reconhece que “cada vez mais governos estão dedicando maior atenção aos jovens”, mas aponta que milhões deles ainda enfrentam muitos obstáculos, como acesso à instrução formal ou a baixa qualidade do ensino e falta de empregos apropriados. O fundo calcula que, em regiões em desenvolvimento, cerca de 60% dos jovens não estudam nem trabalham no mercado formal. Há ainda uma grande lacuna digital a separar a juventude de diversos países. Além disso, a ausência de informação e serviços adequados para garantir o acesso dos adolescentes à orientação e aos cuidados sobre a saúde sexual.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2014-11/um-terco-dos-jovens-do-mundo-vive-em-situacao-de-vulnerabilidade-social
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.


Governo do Estado confirma promoção de mais 4.500 professores e zera passivo
 

Em reunião na manhã desta quinta-feira (13) o secretário de Educação do Estado, Jose Clovis de Azevedo e o secretário chefe adjunto da Casa Civil, Flávio Hellmann, confirmaram para a direção do Cpers/Sindicato a promoção de 4.500 professores. Na próxima semana serão publicadas no Diário Oficial as nomeações referentes aos anos de 2008 – 2011.  Na semana do dia 20 de dezembro as promoções referentes aos anos de 2012 e 2013. Com este novo bloco de publicações o número de professores beneficiados chega a 35 mil, zerando o passivo de gestões anteriores. “Todas as pautas da categoria tiveram encaminhamentos. E com relação às promoções estamos deixando em dia. Assim, o próximo governo poderá fazer anualmente e de forma regular, de maneira menos onerosa”, disse Azevedo. 

Outro ponto importante para a categoria discutido no encontro foi o fim do estorno do vale-refeição. Em reunião no dia 20 de outubro o governo apresentou a proposta para garantir o fim do percentual de coparticipação dos servidores e consequente estorno do vale-refeição em duas parcelas. Dos 6% que os servidores pagam atualmente, 3% deixarão de ser cobrados em janeiro de 2015 e os 3% restantes, em janeiro de 2016. No entanto, o projeto de lei que regulamenta a questão não pode ser encaminhado para a Assembleia Legislativa em função da lei de responsabilidade fiscal. “Deixaremos o projeto pronto para que o próximo governo encaminhe para a Assembleia”, informou o secretário chefe adjunto da Casa Civil. 

Além disso, foi informado para a direção do sindicato que a regularização dos vice-diretores e do adicional noturno para professores e funcionários já foi comunicado formalmente para a direção das escolas. Com relação ao concurso para funcionários, com prova prevista para 21 de dezembro, que não contemplou os cargos de merendeiras e servente a Secretaria da Educação deixará indicado para a próxima gestão a necessidade de novo concurso para suprir as demandas existentes. Assim como, a realização de outro concurso para professores na área de Ciências Exatas e na área técnica. De acordo  com a secretária-adjunta da Seduc, Maria Eulalia Nascimento, a realização do concurso para os novos cargos criados (interação com o educando, administração escolar, técnico em nutrição, técnico em informática, assistente financeiro e intérprete e tradutor de libras) atende uma demanda importante para a rotina funcional dos escolas. “Esses novos cargos criados são uma demanda que chegou até a secretaria através da massa das direções escolares. E serão de grande contribuição para o funcionamento das escolas, possibilitando que muitos professores retornem para as salas de aula”, destacou.
Por Siden

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Queda de matrículas em licenciatura no país gera temor de apagão na formação de professores

RICARDO FRANZOI - 13.11.14
Os dados do Censo de Educação Superior de 2013 divulgados na terça-feira, 9, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) confirmaram uma tendência sombria para o futuro do país: o “apagão de professores” nas escolas. O fenômeno ocorre porque, pelo quarto ano seguido, é cada vez menor a quantidade de estudantes que procuram cursos de licenciatura. Consequentemente, o Brasil tem formado menos docentes.

O caso mais emblemático é o de Português. Em dez anos, entre 2003 a 2013, o número de matrículas na disciplina no ensino superior avançou mais de 1000%. Mas, a partir de 2010, tem havido queda. Naquele ano o Brasil tinha mais de 90 mil alunos matriculados no curso. Em 2013, eram 78 mil, redução de quase 13%.

O cenário é o mesmo para Matemática. Em 2010, eram 82.792 estudantes na área, número que caiu para 80.891, ou 2,3% menos.

Para a professora da Faculdade de Educação da Uerj Marise Nogueira Ramos, a queda progressiva no número de matrículas em licenciaturas, tendência iniciada há quatro anos, se dá por conta da pouca atratividade do magistério. Segundo ela, o salto (e, depois, a queda) verificada em Português se explicam pela maior facilidade de acesso à carreira.

- Somos levados a pensar que vamos nos dar bem profissionalmente em carreiras ligadas às matérias de que mais gostamos na escola. Isso poderia explicar o aumento maior para Português do que para Matemática. É uma carreira mais fácil para passar no vestibular. Então, o aluno a usa para migrar para outras áreas dentro da universidade.


Química teve crescimento

A queda no total de matrículas em licenciaturas desde 2010 é ainda verificada em carreiras como Física (-2,9%) e Biologia (-11%). No entanto, houve poucas áreas onde foi registrado aumento no interesse dos estudantes. É o caso de Química, que viu o número de matrículas em licenciaturas subir 5% nos quatro últimos anos.

Os dados do Censo da Educação Superior também confirmam uma tendência de hegemonia da Educação Física entre as licenciaturas. No ano passado, as matrículas para professor na área foram 51% maiores do que em Matemática, 55% maiores do que em Português, 247% maiores do que em Química e 395% maiores do que em Física.

Especialistas estimam que o Brasil precisará de até dois milhões de novos professores até 2024 para cumprir as metas do Plano Nacional da Educação (PNE), aprovado este ano.

Hoje em dia, porém, já é comum haver escolas sem docentes com formação adequada. De acordo com dados do Censo Escolar de 2013, chega a 67,2% o percentual de professores dos anos finais do ensino fundamental no Brasil que não têm licenciatura na disciplina que ensinam. No ensino médio, a parcela de docentes sem a formação adequada é de 51,7%.

RICARDO FRANZOI, Supervisor Técnico do DIEESE/RS | Com informações do jornal O Globo

Fonte: CPERS/Sindicato
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Em 2015, haverá 9 feriados nacionais, 2 deles prolongados

Apenas um cairá em fim de semana; Corpus Christi e Carnaval, que não são considerados feriados nacionais, aumentam a folga no ano
11.11.14
Quem ainda está lamentando os poucos feriados que caíram ao longo da semana em 2014 já pode começar a se animar para 2015. O ano promete, pelo menos no que diz respeito aos feriados nacionais. Dos nove deles, oito cairão em dias da semana e dois serão prolongados.

Além desses, há também a terça-feira de Carnaval e o 4 de junho, de Corpus Christi, que não são considerados feriados nacionais, mas tendem a ser tratados como sendo por empresas e administrações públicas. E para não esquecer, a Quarta-feira de Cinzas até o meio-dia é ponto facultativo. O mesmo é praticado às vésperas de Natal e Ano Novo, com ponto facultativo a partir das 14h. 

Confira a lista completa.


Feriados Nacionais de 2015

1º de janeiro - Ano Novo (quinta-feira)

17 de fevereiro  - Carnaval (terça-feira)

Atenção: Carnaval não é considerado feriado nacional, mas as empresas costumam liberar seus funcionários nesse dia. Você pode ser um dos agraciados!

18 de fevereiro - Quarta-feira de Cinzas
Atenção: A folga pode ir até o meio-dia da quarta-feira, quando se considera ponto facultativo.

3 de abril - Paixão de Cristo (sexta-feira)

21 de abril - Tiradentes (terça-feira)

1º de maio - Dia do trabalho (sexta-feira)

4 de junho - Corpus Christi (quinta-feira)
Atenção: Corpus Christi também não é considerado feriado nacional, apenas ponto facultativo.

7 de Setembro - Independência do Brasil (segunda-feira)

12 de outubro - Nossa Senhora Aparecida (segunda-feira)

2 de novembro - Finados (segunda-feira)

15 de novembro - Proclamação da República (domingo)

24 de dezembro: Véspera de Natal (ponto facultativo após as 14h)  (quinta-feira)

25 de Dezembro -  Natal (sexta-feira)

31 de dezembro: véspera de Ano Novo (ponto facultativo após as 14h) (quarta-feira)

Fonte: Portal Terra
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Salários ainda distantes

03.11.14
Salário do professor se distancia muito das demais profissões ao longo da carreira. Mesmo que aos poucos, o Brasil vem conseguindo nos últimos anos reduzir a distância que separa, em termos salariais, o magistério das demais carreiras universitárias. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, mostram que, em 1995, um profissional com nível superior recebia, em média, 95% a mais que um professor que dava aula no ensino médio. A distância em relação aos que atuavam no Ensino Fundamental era ainda maior: chegava a 157% se comparados os rendimentos médios do professor nos anos iniciais em comparação à média dos demais trabalhadores com diploma.

GRAÇAS em parte a políticas públicas como o Fundef (implementado em 1996 e depois ampliado para toda a educação básica em 2006) ou ao Piso Salarial Nacional (que virou lei em 2008), o que se viu desde então foi que os professores obtiveram ganhos acima da média dos demais profissionais. Em 2013, último ano com dados disponíveis pelo IBGE, um trabalhador com nível superior recebia por 40 horas semanais, em média, 39% a mais do que um professor do ensino médio e 69% a mais em comparação com um profissional que dava aula nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Um olhar mais detalhado nas estatísticas, no entanto, mostra que essa desigualdade varia muito de acordo com o estágio do profissional na carreira. A boa notícia neste caso é que, entre recém-formados, estamos mais perto de equiparar os professores dos demais trabalhadores com nível superior. Entre profissionais de 25 a 29 anos de idade, a média salarial dos empregados em outras profissões universitárias supera em apenas 11% a média registrada para professores do ensino médio e em 28% a dos que dão aulas no primeiro ciclo do Ensino Fundamental.

O problema é que, a partir daí, as outras carreiras registram aumentos muito maiores à medida que o profissional vai se tornando mais experiente, e os professores vão ficando para trás. Próximo da aposentadoria, entre profissionais de 50 a 54 anos, os demais profissionais com nível superior registram, em média, salários 71% maiores do que os professores do ensino médio e 92% em comparação aos que dão aulas no primeiro ciclo do Ensino Fundamental.

Pagar melhores salários no início da carreira é fundamental para atrair jovens talentosos para o magistério e melhorar a qualidade da educação no longo prazo. Mas isso só não basta. Se não houver a garantia de que ele poderá crescer na carreira, a tendência, como já acontece hoje, é que uma parte desses profissionais procure no meio do caminho outras profissões em busca de melhores salários.

EM TEMPO: já que o assunto é remuneração docente, uma tabela publicada há dois meses no relatório Education at a Glance, da OCDE, traz uma interessante constatação sobre a relação entre salários e o desempenho dos alunos em matemática. Em países desenvolvidos, com PIB per capita superior a US$ 20 mil, pode-se dizer que remunerações maiores estão correlacionadas com melhores notas. O mesmo não acontece, porém, nas demais nações, em que o PIB per capita fica abaixo deste patamar (caso do Brasil, apesar de ele não constar nesta comparação específica). O relatório não entra em detalhes nem aprofunda muito essa questão, mas a suspeita da OCDE é que, para que os salários façam a diferença a favor dos alunos, é preciso também que uma série de outros recursos de infraestrutura da escola estejam já adequados.

(O GLOBO, 03/11/2014)

http://www.cnte.org.br/index.php/comunicacao/noticias/14034-salarios-ainda-distantes.html
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo/Cpers-Sindicato.
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sábado, 25 de outubro de 2014

O segundo turno e as pesquisas...

Por Siden* - 25.10.14
http://www.tribunadainternet.com.br/90569/
Tem pesquisas para todos os gostos. Nem todos...

Pesquisas para todas as tendências? Nem todas...

Até parece que estão consultando videntes.

Esses videntes que acertam tudo. Como por exemplo, enchentes no sul e secas no nordeste.

A propósito, alguém previu a falta de água em São Paulo?

Nem o governo tucano!

Parece que um humorista, fazendo sátira da situação, teria criado a frase "Meu banho, minha Vida", em alusão à crise hídrica naquele Estado.

Vida dura! E sem água...

Só fazendo piada, tentando superar...

2º Turno!

Curiosamente, a revista Veja sai dois dias antes...

Parece que o Titanic era comandado pelo tataravô de Lula, segundo site que ironiza a revista...

Mas, alguém ainda lê a Veja?

Pesquisas!

Nem boca de urna é confiável...

Será que acertam dessa vez?

Ou, pelo menos chegam perto?

Não falarei em nenhum candidato...

Podem achar que sou tendencioso.

Não posso nem falar em loja de construção.

Podem achar que virei "marketeiro"...

Vamos esperar abrir as urnas...

Bom domingo a todos e a todas!

*Siden Francesch do Amaral é Professor Estadual.

domingo, 19 de outubro de 2014

O partido de Sartori não é o Rio Grande.

Por Siden* - 19.10.14


O partido de Sartori não é o Rio Grande.

No entanto, Sartori insiste em afirmar essa inverdade.

Sim, quando o candidato afirma isso, está faltando com a verdade.

E por uma razão muito simples. Esse partido não existe.

Mas, a afirmação de Sartori me intriga...

Por que o candidato quer esconder que seu partido é o PMDB?

Por quê, me questiono?...

Talvez, porquê o seu partido sempre tratou mal a educação no RS.

A verdade, que o PMDB de Sartori sempre deu migalhas à educação...

Sabem porque o Piso dos professores não é, hoje, de 2,5 salários mínimos?

Porque Simon, do PMDB, quando foi eleito governador entrou com uma ADIN no STF para não mais pagar. Sim, o governo anterior já nos pagava 2,5 salários  mínimos de Piso.

Se, o nosso Piso Salarial atual, não é de R$ 1.810,00, agradeçam ao PMDB de Sartori.

O PMDB é também responsável pelos nossos salários insuficientes.

E grande responsável!

Talvez, seja por isso que o candidato não quer que olhamos o passado.

Também por isso, que Sartori diz que o seu partido é Rio Grande.

Como já disseram, a estratégia de Sartori de que "o meu partido é Rio Grande", em linguagem vulgar, pode ser vista como uma espécie de trapaça...

E candidato, não me venha, por favor, com essa conversa mole de unir o Rio Grande.

Só falta, o candidato de estratégia enganosa, afirmar que vai unir colorados e gremistas.

Ou seja, nessa falácia "Paz e Amor" de Sartori, , só falta o candidato afirmar que no seu governo os colorados irão torcer pelo Gremio e vice-versa.

*Siden Francesch do Amaral é Professor Estadual.
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terça-feira, 14 de outubro de 2014

A equação do 2º turno

Por Siden* - 14.10.14


No 1º turno Sartori apoiou Marina.

Marina ficou fora.

No 1º turno Ana Amélia apoiou Aécio.

Ana Amélia ficou fora.

Agora, Ana Amélia apoia Sartori, que apoiou Marina.

Ana Amélia, no debate da TV, acusou que o vice de Sartori era favorável à venda do Banrisul.

No entanto, Ana Amélia apoia Sartori.

Ana Amélia e Sartori seriam também favoráveis à  venda do Banrisul?

Marina, que falava em nova política, agora apoia Aécio.

Isso é nova política?

O PDT gaúcho liberou seus eleitores.

O PDT, que ficou mais de três anos no governo Tarso, não poderia ficar em cima do muro...

Agora, Sartori apoia Aécio?

Aécio perdeu as eleições em Minas Gerais, no 1º turno, no Estado que foi governador.

Sartori não quer que se olhe para trás.

Será que o candidato não gosta de retrovisor?

Sou teimoso ... Insisto...


Olho pelo retrovisor...

Vejo o partido de Sartori de braços dados com o Governo YEDA.

O Governo Yeda, que massacrou os educadores, cujo partido do Aécio, agora, apoia o candidato do PMDB.

Será que entendi?

Sartori = YEDA + Ana Amélia + Marina + Aécio (a nova política que apoia a velha)

Seria essa a equação do 2º turno?

Então, a nova política de Sartori, que apoiou Marina, resulta na igualdade 2 + 2 = 5 ?

Lembrei-me de um candidato a candidato a presidente, no passado, do mesmo partido de Sartori, que não pode concorrer porque não sabia média ponderada...

A Matemática é uma ciência exata!

*Siden Francesch do Amaral é Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.
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sábado, 11 de outubro de 2014

O candidato Sartori e as pesquisas

Por Siden* - 11.10.14
As pesquisas erraram.

Até na boca de urna...

Mas, para quê a boca de urna mesmo? Antecipar o resultado em 3 horas? E resultado errado. Para quê?

E tinha candidato correndo por fora, escapando dos embates...

No 2º turno vai ter que debater.

Vai ter que parar de enrolar. Seu partido não é o Rio Grande. É o PMDB.

O mesmo PMDB de Rigotto.

Rigotto que concedeu um reajuste de 8,57% aos professores, parcelado em 5 vezes, após 37 dias de greve...

O mesmo PMDB que apoiou o Governo YEDA.

O partido dele é o PMDB.

O PMDB que andou de mãos dadas com o Governo YEDA.

O candidato vai ter quer assumir.

Basta de enrolação!

Qual é a sua proposta para educação?

E o Piso dos professores? Vai pagar?

Vai respeitar o Plano de Carreira?

E a questão das horas atividades? 

E o IPE Saúde, que em algumas cidades o atendimento é pior que o SUS?  Qual a proposta?


No 2º turno vai ter que responder. Vai ter que responder essas e outras questões...

Fala mansa não basta.

Todos nós já sabemos que ele foi prefeito de Caxias...

Mas, para os Trabalhadores em Educação, qual a proposta ?

Não vai dar mais para correr por fora.

Jogar livre é uma coisa, marcado é outra.

Afinal, o Governo Tarso e suas propostas já conhecemos.

Ou quem sabe, pensamos que conhecemos...


Esse 2º turno promete.

E as pesquisas?

Nem quero saber...

Alguém ainda acredita em pesquisas?

*Siden Francesch do Amaral é Professor Estadual.
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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Educação e democracia

O nosso modelo educacional está parado no século 14 (esse destaque foi feito pelo blog 14º Núcleo).
07.10.14

Vitor Paro fala sobre Educação e o exercício da democracia. O educador defende que a escola precisa ensinar o ser humano a se firmar como sujeito

Para Vitor Paro, defensor de princípios democráticos na escola e pesquisador das áreas de gestão e políticas educacionais, “a educação é a apropriação da cultura pelos indivíduos. Portanto, ela deve produzir o sujeito”. Paro conversou com a revista Gestão Educacional a respeito das práticas adotadas nas escolas brasileiras durante o Educasul 2014, realizado em maio deste ano em Florianópolis (SC).

Professor titular (colaborador sênior) na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), onde exerce a docência e a pesquisa, é autor de diversos artigos e livros da área educacional. Para o professor, que considera que a escola e a família são responsáveis pela formação cultural do indivíduo, a articulação da comunidade escolar na construção de práticas emancipatórias precisa garantir a participação efetiva dos pais e responsáveis, tanto como direito quanto como necessidade da escola. Ele também questiona a estreiteza da atual configuração curricular do ensino fundamental. Acompanhe a entrevista.

Gestão Educacional: Ensino de qualidade está relacionado à organização democrática da escola?

Vitor Paro: A democracia deve ser um princípio das escolas e verdadeiramente exercida. Porém, a educação é controlada pelo poder, e é no âmbito político que deve vir a mudança para que o homem possa ser visto como um ser social. A escola precisa ensinar o ser humano a se firmar como sujeito, ser senhor de sua vontade, se pronunciar sobre a natureza. O que está muito longe do padrão brasileiro, que aplica o autoritarismo, dominando o sujeito. A educação é a apropriação da cultura pelos indivíduos (conhecimento, arte etc.). Portanto, ela deve produzir o sujeito, respeitando-o como humano.

O que é preciso mudar na estrutura da escola para garantir o direito à educação e à aprendizagem efetiva?

Paro: Questiono a estreiteza da atual configuração curricular do ensino fundamental, expressa nas próprias avaliações em larga escala patrocinadas pelas políticas educacionais. Há necessidade de um conteúdo do ensino que, por razões técnicas e políticas, não pode se bastar em conhecimentos e informações, mas deve expandir-se para a cultura em sentido pleno, como direito universal, que também inclui valores, filosofia, crenças, direito, arte, tecnologia, tudo que é produzido historicamente e que precisa compor a formação plena de personalidades humano-históricas. A escola deve ver que o indivíduo só vai aprender se ele quiser. Portanto, ela não oprime, e sim dialoga. Tem que correr o risco de modificar o ser humano, e isso só se consegue se forem oferecidas condições para aprender. E esse objetivo será alcançado se a relação pedagógica com a democracia for plena. As percepções e imagens sociais do poder na educação escolar devem referir-se aos alunos, professores e demais educadores escolares. É de máxima importância atender às expectativas que os estudantes têm do processo de aprendizado, sendo que já trazem orientação de casa. A ação educativa desenvolvida na escola deve ser continuamente realizada de modo que consiga cativar o interesse e a predisposição positiva do educando em relação ao ensino. É fazendo-se desejável e sendo enriquecedor da personalidade que o ensino pode favorecer o indivíduo. Na concepção de educação pela qual estamos nos guiando, a imagem do poder da criança e do jovem com os quais o educador lida precisa ser não apenas positiva e de aceitação de sua subjetividade, mas também realista e informada pelos avanços da ciência, que propiciam ao educador condições de exercer com competência sua função docente, com base em um maior conhecimento e na familiaridade do desenvolvimento biopsíquico e social do educando.

No Brasil, há exemplos de escolas que exercem bem essa condição de democracia em seus modelos de gestão e pedagógico?

Paro:São bem raras as escolas que têm a democracia verdadeiramente como princípio. Praticamente não existe [escola] no Brasil. A educação de nosso País é pautada em medidas socioeconômicas. O nosso modelo educacional está parado no século 14. Os jovens são tratados como seres irracionais e precisam ser sujeitos. As crianças querem brincar e a escola não consegue fazê-las aprender brincando. Hoje ensina-se a decorar o conteúdo, de forma que não se aprende na essência. Há mais de 70 anos, foram feitas experiências que mostram que as crianças aprendem com outras crianças. Em vez de a escola refletir sobre esse método, coloca os pequenos em salas quadradas por quatro horas ouvindo um adulto. Dessa forma, surge o grande problema da educação no Brasil. São incutidos valores antidemocráticos com o exercício desse método que é tecnicamente falido. Infelizmente, há incompetência na singularidade do ensino pedagógico. O sistema brasileiro tem como meta passar o aluno de ano para melhorar estatísticas. Só vê números. Além da extrema preocupação com a estrutura, em ter aparelhos de última geração. Enquanto que o problema é bem mais simples de resolver. Ensinar é propiciar ao educando o aprender. Quem realiza o aprendizado é o educando.

Como deve ser a participação da família na escola?

Paro: A família tem papel fundamental na inserção do aluno na escola. Grande parte do trabalho do professor seria facilitada se o estudante já viesse para a escola predisposto ao estudo e se, em casa, ele tivesse quem, convencido da importância da escolaridade, o estimulasse a esforçar-se ao máximo para aprender. Assim, tendo em vista, por um lado, a complexidade das relações que se dão entre escola e seus usuários e, por outro, a importância da influência da família no aprendizado escolar, é preciso especial cuidado no planejamento e na realização de medidas que propiciem um produtivo diálogo entre as duas instâncias: a escolar e a familiar.

Como a escola pode conscientizar a família da importância de sua participação na vida educacional do aluno?

Paro: A razão de a escola existir é a população. Por isso, é direito da família participar da escola. É ela quem paga a escola. Uma boa escola só existe se os pais participam. A criança chega à escola com toda a educação que recebeu em casa. É daí que vem a importância dos pais em estimular a criança. Eles devem ter um lugar de estudo em casa para se concentrarem sem a presença de aparelhos eletrônicos. O papel da escola é conscientizar os pais a exercerem essa função. Afinal, eles são educadores sem ter formação para isso. É necessário que as escolas fomentem grupos de formação de pais, passando todas as orientações para que a educação seja completa. Há conhecimento técnico para estimular a predisposição a aprender. Além disso, é muito importante também mostrar aos pais que é fundamental tratar os filhos com carinho, sem bater, e responder os questionamentos que ele venha a fazer. No meu livro Qualidade do ensino: a contribuição dos pais (Ed. Xamã), conto um exemplo em que a escola foi às últimas consequências para conseguir esse propósito.

Quais as características de uma administração escolar comprometida com a transformação social?

Paro: Em outro livro de minha autoria, Por dentro da escola pública (Ed. Xamã), afirmo que o que alicerça a escola, os pais e os educandos é a relação pedagógica democrática. Costumo citar uma frase de Millôr Fernandes: “A ternura, mesmo simulada, tende a criar ternura verdadeira por parte do outro e a tornar verdadeira a ternura que o primeiro simulou”. E é esse o papel que a administração escolar precisa exercer. Com esse entendimento, conseguem-se adeptos. Não se pode ir contra o sistema, e sim se utilizar da sedução pedagógica para conquistar peças-chave do poder ao nosso favor. Deve-se lutar unido, e não contra. Administrar uma escola pública não pode ser [uma ação] reduzida a métodos e técnicas importadas. Está muito longe de ser visto como lucro, como a sociedade capitalista vê. Se entendida a educação como apropriação da cultura humana produzida historicamente, sobressai a importância da realização eficiente dos objetivos da instituição escolar, voltada ao atendimento da classe trabalhadora.

Qual o papel sociopolítico da educação?

Paro: Quando o governo tiver olhos verdadeiros para a educação, o objetivo será formar um [ser] humano histórico e cultural. Unidos, educadores e comunidade poderão conquistar um ensino público de qualidade. O que parece utopia é um problema prático. Cada um dos muitos problemas que emperram a democratização da estrutura escolar tem solução se o poder e a autoridade nos estabelecimentos de ensino forem redistribuídos. Só assim a escola poderá se tornar um instrumento do Estado, a serviço da educação. 

Fonte: Gestão Educacional
Por Siden Francesch do Amaral, Professor e Diretor Geral do 14º Núcleo.

domingo, 5 de outubro de 2014

A pesquisa válida

Por Siden* - 05.10.14

Hoje, depois da apuração das urnas teremos a pesquisa que vale.

As pesquisas oscilaram tanto numa semana que é difícil levá-las a sério...

Fico pensando...

Se adulteram o leite, colocando formol, água... Imagino o que podem colocar nas pesquisas.

Talvez, seja desconfiança minha...

Se, tem candidatos que mudam tanto de opinião ou de discurso, ou que, a sua prática contradiz ao discurso, as pesquisas também podem variar...

Vi e ouvi alguns programas do horário eleitoral.

Assisti os debates.

Assistindo alguns debates me questionova sobre alguns candidatos...

Como pode ele ser candidato a tal cargo...?

Prefiro não elencar esses, em respeito aos seus eleitores.

Mas, também pude perceber que tem aqueles(as) bem preparados (as) ...

Como cidadão entrei na campanha dos meus candidatos. Conversei com vizinhos, amigos e colegas. 

Democracia exige participação.

Faço militância político partidária porque gosto de participar. Nunca tive cargo, nem almejo.

Se tentaram atirar pedras em meu caminho por causa de minha militância sindical coerente, terminaram meus detratores tropeçando nelas.

A coerência é um caminho difícil, árduo de ser percorrido. Ela faz com que, passamos a desconhecer, a quem  no passado,  dialogava de igual pra igual com a gente...

Ser coerente, é não transformar nosso passado de luta numa caricatura irreconhecível.

Contentar-se com o menos pior, pode também significar acomodação.

Por outro lado, os erros na política, também podem ser o reflexo da imperfeição humana... Como afirmou Paulo Freire " somos seres históricos em construção, inacabados e inconclusos, numa realidade também inacabada"...

Voltando a questão das pesquisas...

Se as últimas estiverem corretas, o 2º turno para Presidente e Governador (no RS) promete emoções fortes...

Não me atrevo a fazer nenhuma previsão. Prefiro esperar a apuração, pois além da possibilidade do erro dos dois pra menos, ou pra mais, os indecisos podem, paradoxalmente, decidir...

Viva a democracia!

Boa eleição a todos e a todas!

*Siden Francesch do Amaral é Professor Estadual.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Direção do CPERS reúne-se com presidente do IPE

02/10/2014 16:57
Nesta quinta-feira, dia 02,a direção do CPERS reuniu-se com o presidente do Insitituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul - IPE, Valter Morigi. Na ocasião, a presidente do Sindicato, Helenir Oliveira, entregou um relatório com as denúncias que foram apuradas por diversos núcleos do CPERS, em todo o Estado.

Segundo os relatos,vários médicos não realizam atendimento médico pelo IPE por estarem descredenciados e, quando atendem, cobram taxas abusivas, descumprindo a tabela do IPE. Além disso, há denúncias sobre a demora excessva para a marcação de consultas ou exames e cobrança de taxas extras, incluisve em procedimentos hospitalares.

O presidente do IPE assegurou que serão apuradas todas as denúncias. Também afirmou que estão revitalizando o Instituto e que não há interesse na privatização do IPE.

A direção do CPERS cobrará a resolução dos problemas apresentados e a manutenção do IPE público,prestando serviço de boa qualidade.

Os núcleos que  enviaram as denúncias até as 9 horas do dia 02 de outubro foram:

1º Núcleo (Caxias), 2º (Santa Maria), 3º (Guaporé), 5º (Montenegro), 6º (Rio Grande), 8º (Estrela), 9º (Santo Ângelo), 11º (Cruz Alta), 12º (Bento Gonçalves), 13º (Osório), 14º (São Leopoldo), 16º (São Borja), 21º (Uruguaiana), 24º (Pelotas), 25º (Lagoa Vermelha), 27º (Três Passos), 28º (Soledade), 29º (Santiago), 30º (Vacaria), 31º (Ijuí), 32º (Taquara), 34º (Guaíba), 35º (Três de Maio), 39º (Porto Alegre-Sul) e 41º (São Gabriel).

http://www.cpers.org.br/index.php?&menu=1&cd_noticia=4008
Por Joana Flávia Scherer, Assistente Geral do 14º Núcleo.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

O candidato Lasier

Por Siden - 02.10.14

Acredito ser uma contradição o candidato estar no partido do Senador Cristóvan Buarque que tanto defende a educação...

Mas, a política é cheia de contradições...

Destaco uma fala do candidato Lasier Martins quando esse apresentava do Jornal do Almoço:

"Para pagar o Piso do magistério tem que mexer no Plano de Carreira".

Isso, colegas, eu ouvi ele dizer, ninguém me contou.

Mais colegas também ouviram e viram...

E agora quer ser senador...

Ora, mexer no Plano de Carreira, não tenho dúvida que é sucateá-lo, rebaixá-lo.

Mexer no Plano de Carreira...

Vocês conhecem algum Prefeito ou Governador que mexeu no Plano Carreira dos Educadores para implementar a Lei do Piso e melhorou o Plano?

Se existe, desconheço...

E, para finalizar, como diz a professora Doroteia: "O Educador não esquece, Lasier é RBS".

Boa eleição a todos e todas!

Colega Siden